quinta-feira, 13 de agosto de 2015

47 - RECORDANDO ADELINO SERRAS PIRES


 A MINHA HOMENAGEM
AO GRANDE AMIGO ADELINO SERRAS PIRES, QUE ACABA DE NOS  DEIXAR FISICAMENTE MAS QUE PERMANECERÁ SEMPRE   PRESENTE ENTRE NÓS

O Álbum de Recordações que se segue faz parte de uma série de pequenas biografias dos principais Caçadores Guias  do período pré independência de Moçambique, que escrevi há mais de dez anos e publiquei no meu primeiro site "Fauna Bravia, Caça e Caçadores de Moçambique" no início da década passada. Posteriormente e dado que o servidor desse site - o Geocities - deixou de funcionar em 2008, criei em sua substituição um blogue com o mesmo título, que ainda mantenho e onde repus todos esses  Álbuns, que agora andam perdidos nos fundos das muitas dezenas de postagens que se seguiram a longo dos anos.
A colocação, agora, deste Álbum no blogue oficial do Grupo de Amigos da Gorongosa e, também, republicado no meu blogue pessoal, visa recordar o que sobre o ADELINO SERRAS PIRES escrevi. Isto porque considero que tudo o que se disser acerca  deste grande Homem e grande Profissional, é sempre pouco. 
Esta é a minha singela homenagem ao grande amigo Adelino, que tantas saudades deixa e cuja memória venero e conservarei para sempre!




ÁLBUM DE RECORDAÇÕES
(12)

ADELINO SERRAS PIRES
(Caçador,  industrial de turismo e promotor de Safaris)



Aos 75 anos, um semblante marcado por muitas desilusões!

UMA VIDA LIGADA AO TURISMO CINEGÉTICO

Adelino Serras Pires foi provavelmente dos caçadores  mais polémicos que conheci em Moçambique!
Senhor de uma personalidade invulgar, o seu  relacionamento com as pessoas  funcionava em função dos pontos de vista que cada um defendia. Ele era ( e ainda é), um homem frontal e cheio de convicções. Exigia de si próprio e dos seus subordinados grande disciplina e rigor no trabalho, criticando sempre aqueles que não cumpriam estes parâmetros. Discordar dos seus pontos de vista era, à partida, um desafio ao desentendimento e isso afastou muita gente do seu caminho, incluindo alguns colegas de profissão.
Também não era fácil o seu relacionamento com as autoridades coloniais, que criticava com frequência a propósito de abusos de poder, favorecimentos e outras injustiças sociais. Isso causava-lhe, como se calcula, muitos dissabores.

Tornou-se muito conhecido não só no mundo da caça como no meio comercial e turístico da região centro de Moçambique. Esteve ligado, entre outras actividades, à empresa familiar que se dedicava ao comércio e agricultura nas regiões de Tete e Guro; era sócio de uma Agência de Turismo na cidade da Beira, que foi uma das pioneiras da indústria do turismo cinegético em Moçambique como concessionária de uma coutada oficial e tinha também a concessão hoteleira do Parque Nacional da Gorongosa. Em meados da década de 60 atingiu o seu ponto alto na indústria dos safaris de caça fazendo parte da direcção técnica e da própria administração da Sociedade de Safaris de Moçambique (SAFRIQUE), cargo que exerceu até fins de 1973, altura em que esta empresa decidiu encerrar as suas coutadas devido à acção das guerrilhas. Em 1974 dirigiu os safaris da Moçambique Safarilândia, outra conceituada empresa do turismo cinegético em Moçambique que tinha a concessão da Coutada oficial nº 5 e do Parque Nacional do Zinave, junto das margens do rio Save.

Ele lutou denodadamente pela reactivação das coutadas de Manica e Sofala, após o 25 de Abril de 1974, conseguindo acordos com os comandantes locais da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), mas a política imposta pelos novos governantes relativamente à caça não permitiram continuar os safaris em Moçambique.

Conheci este homem no início da época de caça de 1963, quando fui designado para supervisionar o safari oficial dos Marqueses de Villaverde, de Espanha, que foram a Moçambique como convidados do Presidente da República Portuguesa. Este safari decorreu nas Coutadas de Manica e Sofala e teve início na Coutada 9 que estava concessionada precisamente à Agência de Turismo da Beira, de que o Adelino era sócio gerente. Esta Coutada situa-se na região do Guro, a cerca de 450 quilómetros da Beira, onde a família Serras Pires possuía uma quinta agrícola e lojas comerciais.

O Adelino e o José Simões (Simões Safaris) foram os organizadores do safari e guias principais dos quatro elementos da comitiva dos Marqueses, secundados por outros caçadores guias, nomeadamente Carlos Costa Neves, Luís Santos, Mariano Ferreira,  Francisco Coimbra e Victor Cabral. O safari foi um sucesso e teve cobertura jornalística especial, sendo por isso muito divulgado no estrangeiro, sobretudo em Espanha.



No final do safari dos Marqueses, em 1963, no acampamento de Kanga N'Thole (Coutada 1) os convidados e colaboradores posando junto dos troféus. Da esquerda para a direita: o autor desta página, José Simões (da Simões Safaris), Marqueses de Villaverde, Loli Aznar, Adelino Serras Pires, Luis Santos e três trabalhadores segurando peles.
(Foto do jornalista Adérito Lopes)

Os Marqueses de Villaverde e seus acompanhantes (o financeiro Eduardo Aznar e esposa Loli ),  voltaram no ano seguinte para novo safari. O Adelino foi novamente um dos guias principais, repetindo-se o sucesso do ano anterior. Fomos de novo companheiros nesta missão e entre nós ficou uma amizade bem sólida!
 O sucesso destes safaris, aliado a outros igualmente bem sucedidos noutras coutadas de Manica e Sofala, Inhambane e Gaza, em que participaram individualidades da alta finança, escritores, artistas de cinema e outros famosos coleccionadores de troféus, foi  rapidamente conhecido praticamente em todo o mundo. Moçambique passou, em consequência disso, a ser procurado por muitos caçadores turistas, nomeadamente de Espanha e dos Estados Unidos da América. A partir daí os calendários dos promotores de safaris passaram a estar preenchidos, com reservas de um e mais anos de antecedência!


Com Stuart Roosa, comandante da Apollo 14, junto de uma palapala, abatida na coutada 6.
(Foto extraída do Livro "Ventos de Destruição")

As Coutadas de Manica e Sofala, que na altura tinham excelentes condições quanto a quantidade e diversidade de animais, não possuíam, contudo, infra-estruturas capazes de receber a avalanche de clientes que após os safaris dos Villaverdes procuraram Moçambique. Os seus concessionários  também não estavam capitalizados para melhorar a indústria de safaris.
Felizmente que, em 1964, no auge da euforia que a indústria dos safaris atravessava, o Banco Nacional Ultramarino (Banco emissor de Moçambique), criou a empresa SAFRIQUE, congregando a maioria das coutadas de Manica e Sofala e seus concessionários. Em boa hora esta iniciativa surgiu porque foi dada uma nova dinâmica a esta indústria. Fizeram-se avultados investimentos na construção e apetrechamento de acampamentos nas 9 coutadas concessionadas à empresa, abertura de picadas e campos de aviação, remodelação da frota de viaturas, instalação de uma eficiente rede de rádios transmissores receptores, assim como outros melhoramentos. Com estas melhorias e dotada de excelentes profissionais, quer na direcção quer ao nível dos caçadores guias, o fluxo de turistas caçadores às coutadas da Safrique aumentou de tal forma que a empresa se deu ao luxo de seleccionar os seus clientes, aumentar os custos dos safaris e estabelecer períodos de duração mínima obrigatória dos mesmos, mais favoráveis financeiramente.


O Adelino (à direita), preparando-se para conduzir um safari com convidados da Safrique nas coutadas de Marromeu, em 1973, utilizando um tractor anfíbio que proporcionava  excelente movimentação nos terrenos alagados das planícies daquela região costeira de Moçambique.
 (Foto do autor desta página)

O Adelino Serras Pires, que resistira inicialmente à participação neste projecto, acabaria por se associar e fazer parte dos quadros superiores da Safrique. Para além de técnico responsável pela organização e supervisão dos safaris, ele foi o embaixador itinerante da empresa em todo o mundo, divulgando o potencial faunístico das suas concessões de caça e promovendo os safaris. Contribuiu assim, para o extraordinário sucesso da Safrique, que foi considerada nas décadas de 60 e 70 a maior e mais bem organizada empresa de safaris de caça em África!



O emblema dourado da SAFRIQUE, que os funcionários da empresa ostentavam com orgulho.


A mudança política ocorrida em Moçambique, em 1975, com a sua independência, levaria ao fim dos safaris, entretanto já afectados desde 1970 pela acção da guerrilha dos nacionalistas da Frelimo (Frente de Libertação  de Moçambique). O Adelino e a maioria dos caçadores guias tiveram que abandonar o país  e demandaram  outros países africanos onde continuaram a sua actividade. Começou  por Angola e durante cerca de dez anos deambulou por outros países potenciais detentores de animais selvagens de interesse para os coleccionadores de troféus e amantes da caça, nomeadamente, Rodésia (actual Zimbabwe), África do Sul, Quénia, República Centro Africana, Sudão, Zaire e Tanzânia. Foram dez anos de constantes sobressaltos, saltando de país em país sempre que a instabilidade política local, ou outros factores, a isso obrigava.



A fuga de Angola
(Foto extraída do Livro "Ventos de Destruição")

Durante cerca de 25 anos ligado à indústria dos safaris conheceu e caçou nos melhores locais de caça do continente africano e foi anfitrião e guia de caça de grandes figuras, como Presidentes de República, Astronautas, Aristocratas, Financeiros, Políticos, Artistas e Escritores famosos. Foram anos de uma vida plena de emoções e muito gratificante pelas amizades que fez e que lhe proporcionaram, ao longo da sua vida, viagens e estadias nos lugares mais sofisticados do  mundo.
Apesar de estar desligado dos safaris há vários anos, o Adelino continua a participar com regularidade nas convenções anuais de caça promovidas pelas prestigiosas organizações, International Safari Club, Dallas Safari Club, Houston Safari Club e International Professional Hunters Association, de que é membro, mantendo-se assim em permanente contacto com o mundo da caça  e com os seus amigos e operadores de safaris de caça de todo o mundo.



Com o seu particular amigo Valery Giscard D'Estaing, em 1976, no Parque Nacional de Chambord, em França.
  (Foto extraída do Livro "Ventos de Destruição")

Naturalmente que viveu também momentos atribulados e arriscou muitas vezes a sua própria vida devido às mil e uma situações inesperadas que acontecem no dia a dia do mato africano e na caça. As próprias guerras internas decorrentes nos países africanos por onde andou, incluindo Moçambique,  arrastaram-no, por vezes, voluntária ou involuntáriamente, para situações críticas que lhe causaram muitos sofrimentos, frustrações e avultados prejuízos. Não esquece também perseguições e espoliações engendradas por certos concorrentes  desonestos, que movidos pela inveja e pela ganância o atraiçoaram e prejudicaram quando estava no top dos safaris e em certas posições conseguidas à custa de muito trabalho e dinheiro.


Mas o maior drama da sua vida estava reservado para Moçambique, a sua terra de coração, com a conivência das autoridades da Tanzânia. Em fins de Agosto de 1984, poucos dias depois de ter terminado um bem sucedido  safari naquele país da África Oriental, com o seu amigo e ex-Presidente de França, Giscard D'Estaing e família, foi detido por agentes dos serviços secretos tanzanianos, juntamente com seu filho Adelino Serras Pires Júnior (Tim-Tim), seu sobrinho Carlos Artur (Caju) e Rui Monteiro, também parente da família Serras Pires, que igualmente se encontravam a conduzir safaris no mesmo país. Foram  enviados para a capital de Moçambique, amarrados de pés e mãos e de olhos vendados. Ali foram encarcerados em celas separadas e mantidos sob permanentes interrogatórios e sevícias durante quase cinco meses, sob a acusação infundada de serem inimigos do povo moçambicano e estarem na Tanzânia a preparar um golpe para derrubar o governo de Moçambique em conluio com a Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), com a  CIA, com os "terroristas de Lisboa" e com Giscard D'Estaing.

Velhas contas que a Frelimo tinha com o Adelino desde os tempos em que ele enfrentou e repeliu os seus guerrilheiros quando estes atacavam os acampamentos de caça da Safrique!

O Livro "Ventos de Destruição", que o Adelino escreveu recentemente com a escritora Fiona Capstick, relata em pormenor esta aterradora história, cujo epílogo foi a devolução dos prisioneiros à liberdade depois de cerrada e permanente  intervenção de algumas individualidades, governos e organizações internacionais, com destaque para o General Ramalho Eanes (na altura Presidente de Portugal),  de Valery Giscard D'Estaing, da Cruz Vermelha Internacional, do Crescente Vermelho, da Amnistia Internacional, da International Hunting and Game Conservation, do Gabinete do Rei de Espanha, da Família Aznar, etc, etc,.
 Foi um capítulo doloroso de uma longa vida cheia de aventuras, paixões, emoções e também de muito amor a Moçambique.




Uma obra que apesar  da singela apresentação como "Memórias e aventuras de caça em Moçambique",
 ela é, para além disso, um documento histórico de relevante importância.....


Os contactos que tive com este homem, quer durante os safaris dos Villaverdes em 1963 e 1964, quer ao longo dos anos que se seguiram e que culminaram com a mudança política em Moçambique, em 1975, ajudaram a conhecê-lo com alguma propriedade. Era um caçador discreto e bem organizado, nunca fazendo alarde dos seus feitos mesmo quando os seus clientes obtinham troféus  raros ou abatiam animais de difícil aproximação e abate, nomeadamente búfalos, elefantes, leões e leopardos. Conhecia bem o mato e os animais selvagens, fruto de uma vida familiar ligada ao interior onde as caçadas eram o passatempo preferido e por vezes obrigatório quando se tratava de abater animais perigosos que atacavam as populações rurais. Ele iniciou as suas lides venatórias quando tinha apenas oito anos de idade acompanhando seu pai e um tio a uma caçada a leões devoradores de pessoas, perto de Tete, caçada essa que culminou com o abate de cinco destes felinos e a captura de duas crias. Depois dessa perigosa e emotiva experiência, que se encontra narrada no livro "Ventos de Destruição",  seguiram-se outras  idênticas e depressa se tornou um apaixonado pela caça. Escreveu, no mesmo livro, a propósito da sua iniciação nas lides venatórias, o seguinte:

Foi ainda antes da adolescência que entrei numa fantástica espiral de
aprendizagem com o meu pai a respeito do mato africano, da caça, das 
armas de fogo e da vida selvagem em geral. 
 ................................................................................................................... 
O meu pai ensinou-me praticamente tudo o que sei a respeito da vida e do 
mato africano. Houve três coisas, muito em particular, que ficaram 
gravadas na minha memória e que constituem preceitos
aplicáveis à vida em geral: defende o teu terreno; nunca vires
as costas; enfrenta o perigo! Para além disso, também me
instilou um amor selvagem por África, amor esse que
alimentou uma subsequente e nunca minorada fúria
perante os ultrajes que a minha geração iria acabar por sofrer.
(Pág.s 34 e 35)

 Para além dos conhecimentos de caça, da vida selvagem e do mato africano, o Adelino reunia ainda um conjunto de condições que o creditavam como um dos guias de caça turística melhor preparados em Moçambique. Falava fluentemente duas das línguas estrangeiras mais utilizadas pelos clientes (inglês e espanhol); falava o Afrikanse (uma das duas línguas oficiais da África do Sul, o que lhe permitia entender-se com algum desembaraço com alemães, belgas e holandeses uma vez que as respectivas línguas têm muito de comum); dominava as duas principais línguas nativas da região de Manica e Sofala e Tete (chissena e chinyungwe); era dotado de uma excelente compleição física ( mais de um metro e oitenta de altura), bem musculada e equilibrada em peso; tinha muita prática de enfermagem e conhecia as principais doenças tropicais; Era um excelente mecânico auto; cozinhava óptimos pitéus à base de produtos da caça; tinha uma cultura geral acima da média, fruto da sua formação em escolas inglesas de renome, na antiga Rodésia (actual Zimbabwe) onde completou o curso secundário de Cambridge. Para além da formação académica, recebeu também preparação militar graduada com o nível de sargento-cadete e praticou uma vasta gama de actividades desportivas, nomeadamente, boxe, ténis, futebol, râguebi, críquete, polo aquático e hóquei em campo.

Escreveu a propósito da sua vida de estudante, o seguinte:

Muito francamente, estava farto da vida académica e aquela viragem
nos acontecimentos reforçou o meu desejo de voltar a Moçambique,
o meu primeiro amor. As suas terras bravias, a espantosa vida animal, as
belas praias, o povo hospitaleiro, e uma atmosfera de tolerância geral e de
harmonia tinham há muito escravizado a minha alma 
Queria voltar para casa.
(Pág. 45 do Livro "Ventos de Destruição")


Moçambique era, de facto,  a sua terra de coração. Para ali fora com apenas oito anos de idade e toda a sua família  criara  raízes muito fortes naquele território. Seu pai, fora para aquela colónia portuguesa em 1933, fixando-se primeiro em Tete e depois no Guro onde construiu e dirigiu uma vasta rede de lojas de comércio e uma quinta agrícola de grandes dimensões.

Foi na quinta do Guro que conheci o patriarca Serras Pires, no já longínquo ano de 1963. Ele e sua esposa, a "indomável" Dona Maria, logo me "perfilharam" e na sua casa tive sempre, ao longo dos anos que trabalhei na Província de Manica e Sofala, um lugar à mesa e um quarto para pernoitar. Era um regalo fazer uma pausa naquele oásis recheado de todas as comodidades, depois das cansativas  viagens que fazia na região e consolava-me conversar com os simpáticos anfitriões, sempre dispostos a prolongadas cavaqueiras. Aliás, era prática corrente desta  simpática e hospitaleira família receber na sua casa quem passava pelo Guro, uma povoação situada no caminho para Tete e muito longe dos meios desenvolvidos!

Tenho esperança de voltar àquelas longínquas paragens e visitar o local onde o saudoso pai Serras Pires se encontra sepultado, por vontade própria manifestada em vida. Ele levou-me um dia a visitar esse local, situado num ponto elevado, com árvores frondosas por si plantadas e não longe da residência.  Dali se vislumbrava a imensidão e beleza da quinta com as belas montanhas recortando o horizonte. Explicou-me que fora nesse preciso local onde acampou pela primeira vez quando foi escolher o lugar para criar a sua quinta. Viria depois a elegê-lo como o ponto sagrado onde um dia gostaria de ser sepultado.
Os filhos cumpriram e só lamentam  terem sido impedidos de dar seguimento à grande obra do seu progenitor. Viram-se forçados a sair de Moçambique e perderam todo aquele império comercial e agrícola que era o baluarte da família.
Só muito recentemente, volvidos mais de 25 anos, o Adelino pôde visitar aquele local sagrado da família, sujeitando-se ao choque e à profunda tristeza que o desolador cenário lhe provocou: tudo literalmente destruído! Os edifícios comerciais e agrícolas e a bela mansão da quinta foram reduzidos a escombros durante esses 25 anos. A propriedade voltou a ser o mato selvagem de outrora e a campa rasa do velho patriarca sofreu também do abandono e do vandalismo!




José Serras Pires em 1937, junto de uma leoa devoradora de homens, abatida perto de Tete.
(Foto extraída do Livro "Ventos de Destruição")



UMA HOMENAGEM MERECIDA

A propósito da publicação do seu já famoso livro "Ventos de Destruição", cujo lançamento da versão em inglês ocorreu nos USA em 2001 e da versão em Português, em Lisboa, em 2002, um grupo de amigos homenageou em 27 de Setembro último os seus autores, o Adelino e sua companheira Fiona Capstick, que vivem na África do Sul e estiveram recentemente em Portugal de visita a seus familiares. Mais de meia centena de pessoas reuniram-se com os homenageados num almoço, em Lisboa, testemunhando-lhes o seu apreço pela obra em causa. Muitas outras pessoas enviaram mensagens associando-se à homenagem.



O simpático casal Fiona e Adelino no dia da homenagem em Lisboa.

A esse grupo de amigos se juntou o autor deste Álbum, que assim teve a oportunidade de rever um velho amigo e de conhecer a simpática Fiona! A ambos reafirmei o que já escrevera a propósito do seu Livro: uma obra que apesar da singela apresentação como "Memórias e aventuras de caça em Moçambique", ela é, para além disso, um documento histórico de relevante importância, no que à caça e à indústria dos safaris diz respeito, pois aborda com genuína lucidez e autenticidade o nascimento e a morte da indústria dos safaris de caça em Moçambique da época colonial. Dá-nos a conhecer, também, o que se passava noutros países africanos que connosco competiam nesta indústria e fica-nos (a nós e a todos que tinham essa convicção) a consoladora certeza de que não estávamos enganados quando afirmávamos que Moçambique tinha as melhores condições de toda a África para oferecer os melhores safaris do continente.
Infelizmente os ventos de destruição mataram essas convicções e só temos que lamentar os nossos irmãos moçambicanos das gerações presentes e futuras, que não tiveram nem terão o privilégio de conhecer o rico património que era a fauna selvagem, que enchia as matas, as savanas, os rios, os lagos, as planícies e as montanhas de norte a sul do seu país e que se tivesse sido preservado, como nós o fizemos, seria uma grande fonte de divisas para o Estado e um potencial celeiro de proteínas para o povo.

Mas também reafirmei ao Adelino quanto apreciei a justeza das suas afirmações e condenações sobre o processo de descolonização (ele e nós nunca estivemos contra a descolonização, simplesmente condenamos a forma como foi feita e conduzida pela parte portuguesa) e os males que daí resultaram não só para os portugueses como para os próprios moçambicanos. Aliás, esta posição foi tomada de uma forma geral por todos os amigos presentes, que muito compreensivelmente pouparam o homenageado a recordações funestas sobre a forçada odisseia por ele vivida e sofrida, juntamente com três seus  familiares, durante o cativeiro na Tanzânia e nas masmorras da Machava, em meados da década de 80.

O Livro "Ventos de Destruição" (que também é um grito de revolta de um dos mais inconformados espoliados das ex-colónias portuguesas em África), é o primeiro documento consertado e fiel sobre o turismo cinegético em Moçambique da época colonial, pelo que fará parte dos anais da história da fauna bravia, caça e caçadores de Moçambique, que a seu tempo terá de ser feita em profundidade e para a qual vamos dando a nossa modesta contribuição nesta página.

O Adelino e a Fiona estão de parabéns pois fazem já parte dessa história!



O autor desta página com o Adelino e a simpática Mamã Teresa,  proprietária do Restaurante
onde se efectuou o almoço de homenagem no dia 27 de Setembro último. 

Sirvo-me das palavras finais do Adelino no seu Livro para encerrar estas notas, pois elas são muito gratificantes para a memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de viver os tempos áureos do nosso querido Moçambique!

Agora que estou a chegar ao fim da  picada, depois
de uma vida cheia e aventurosa, compreendo com
mais clareza que foi a minha geração, sem
qualquer dúvida, que experimentou o melhor de
África e da sua incomparável vida selvagem!
(Pág. 317)

Marrabenta, Outubro de 2003
Celestino Gonçalves

       
     

FONTES:
              a)- Memória e apontamentos do autor
              b)- Livro "Ventos de Destruição"
                                                                

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SEGUE-SE (NA TRADUÇÃO RECEBIDA) A  CARTA PUBLICADA NO  "AFRICAN INDABA", DA AUTORIA DE UM AMIGO PRÓXIMO DO ADELINO SERRAS PIRES

PARA QUEM FOI AMIGO DO ADELINO OU APENAS PARA QUEM O CONHECEU!...




Farewell to Adelino Serras Pires in AFRICAN INDABA

INDABA AFRICANO »GERAL notícias da África» ADELINO SERRAS PIRES 1928-2015 


 Setembro de 2015, VOLUME 13-4

 Adelino Serras Pires, um dos grandes nomes da caça Africano safari nos deixou. Ele morreu em Pretória em 10 de Agosto de 2015, quase 87 anos de idade. Ele foi um dos primeiros pioneiros vigorosos, ao longo dos anos 1950 e 1960 até o início dos anos 1970 no desenvolvimento de eco-turismo da Gorongosa Game Reserve em Moçambique. Ele foi um dos primeiros a trazer turistas estrangeiros para o Parque e ele investiu seu tempo e dinheiro no desenvolvimento do campo de Chitengo em 1954. O símbolo do Park - uma cabeça de leão dourado - foi escolhido por Adelino da caça desportiva livro de Marcus Daly (1937) que Adelino recebeu como prêmio em Prince Edward School, em Salisbury, Rodésia do Sul. Esse símbolo continua como a "cara" do Parque até hoje.
 Vol13_4_art14Throughout sua vida Adelino era conhecido por sua humildade e bondade. Sua generosidade não conhecia limites. Ele foi o grande senhor do safari de caça tradicional Africano, tranquilamente falado, muito bem educado e charmoso para o núcleo de sua nobre alma.
 Um homem de integridade translúcido e coragem implacável diante da corrupção e covardia, Adelino sofreu muito em sua vida por causa de suas convicções inabaláveis ​​sobre o que era certo eo que era errado.
 Nascido em Ponte de Sor em Portugal, Adelino chegou como uma proposta de 8 anos de idade no porto da Beira, na costa de Moçambique. Algumas semanas mais tarde, seu pai o levou a perseguir um grupo de leões comedores de homens; esse rito de passagem selado o destino de Adelino: ele iria caçar para viver e viver para a aventura.
 E uma vida de aventuras que ele tinha de fato - como um jovem rapaz que conheceu John "Pondoro" Taylor em 1940 na frente de um bar famoso em Tete, no rio Zambeze. Depois de se matricular em Prince Edward High School, em Salisbury (atual Harare) Adelino voltou a Tete em 1947 e assumiu um trabalho de prospecção com Goldfields.
 A fazenda da família Serras em Guro, na área do que mais tarde ficou conhecido como Coutada 9, foi a área central de onde Adelino começou a organizar safaris de caça em Moçambique.Em 1959 Adelino foi para a América para promover o turismo e caça em seu país. Este reuniu-se com pouco sucesso inicialmente, mas, em sua viagem de volta, ele parou em Espanha e conheceu Max Borrell. Os primeiros safaris foram planejadas e Adelino nunca olhou para trás. Como a força de marketing internacional de Safrique, Adelino ajudou a impulsionar a empresa para o equipamento maior e mais bem organizada para a caça safaris em África, no final da década de 1960.
 Adelino andou e caçado o deserto Africano em Moçambique, Sudão, Angola, Zaire, Tanzânia, Rodésia, África do Sul e Central Africano República com a realeza europeia e da aristocracia, os presidentes estaduais, generais americanos, os astronautas e os empresários, os vencedores Weatherby Award e, na verdade caçadores de todos os caminhada da vida.
 Junto com seu amigo, alma gêmea e amada esposa, Fiona Claire Capstick, Adelino escreveu uma vida de aventuras no livro Ventos monumentais de Havoc: A Memoir of Adventure e Destruição em África mais profunda em um retrato comovente de uma vida e do tempo que já não existem mais para sempre. Eles descrevem não só da infância e da caça, mas também a forma como as forças de revoltas africanas pós-coloniais apanhados.Adelino, seu filho, seu sobrinho e um companheiro caçador foram sequestrados na Tanzânia e entregue à polícia secreta em controlado por Frelimo de Moçambique. Em detalhe de arrepiar os cabelos, Adelino relata meses de tortura e interrogatório, que quase lhe custou a vida, e as circunstâncias traiçoeiras que ele desembarcou naquele inferno. No entanto, apesar de suportar o sofrimento inimaginável, este homem de vontade férrea se recusou a desistir de seu amor feroz ainda crítico para a África, os africanos e vida selvagem Africano. Este pioneiro cavalheiro realmente viveu entre dois fogos, e lutou estragos.
 Apenas um par de meses antes de sua morte, Fiona e Adelino veio para um almoço prolongado em nossa casa em Rivonia. Seu espírito guerreiro vivo e espumantes como sempre, Adelino falou sobre a caça ea conservação. Sua convicção implacável e determinado que a caça bem regulado pode contribuir imensamente para a conservação da vida selvagem Africano permeou a conversa. Quando nos despedimos com o abraço tradicional Português Eu não tinha idéia que era um último adeus a este ícone de caça Africano e um amigo com quem eu infelizmente nunca compartilhou uma fogueira no meio do mato.
 José Flávio Taveira Pimentel Teixeira from the Eduardo Mondlane University in Maputo and columnist in ‘Canal de Moçambique’ wrote a fitting farewell to Adelino on August 11th:
 Morreu-me hoje um grande amigo. Homem grande de coragem e integridade feito. Envolto em polémicas e controvérsias assim as confrontou – sem medo e seguro das escolhas que fez, mesmo em desagrado da maioria.
 Morreu hoje um caçador apaixonado, para quem a ética da caça era ainda um valor a respeitar. Conhecia o mato como ninguém e com ele aprendi que aparentes opostos de podem casar num homem com rectidão.
 Morreu-me hoje um amigo com quem nem sempre concordei, mas que sempre admirei e respeitei. Morreu-me. Deixou-me as memórias dos momentos comuns e a lembrança da amizade que nos uniu.
 Morreu-me hoje um amigo.
 Morreu o Adelino Serras Pires.
 Adeus, meu amigo, e boa caça nas terras de caça eternas.


 Autor: Gerhard R Damm

(Fim de citação)
Lisboa, 10 de Setembro de 2015
Celestino Gonçalves



terça-feira, 11 de agosto de 2015

46 - FALECIMENTO DE UM GRANDE AMIGO DA GORONGOSA




COMUNICADO 
DO NÚCLEO COORDENADOR DO GAG



MENSAGEM DE CONDOLÊNCIAS À FAMÍLIA SERRAS PIRES
 PELO FALECIMENTO DO SEU DECANO ADELINO

Em nosso nome pessoal, e no dos restantes membros do Núcleo Coordenador deste Grupo, todos amigos e alguns antigos companheiros de trabalho do saudoso  Adelino, é com profundo pesar que apresentamos à querida amiga Fiona e a todos  os restantes  membros da Família Serras Pires, o nosso mais profundo pesar pela “partida” do grande Homem, do grande Profissional e do grande Amigo.
O momento de consternação e de grande tristeza que estamos todos a viver obriga-nos a meditar na enorme dimensão desta perda, pois o Adelino foi das pessoas que mais lutou pela conservação da vida bravia, foi pioneiro da indústria dos safaris em Moçambique, a sua querida terra que adoptou desde tenra idade e a ela se dedicou de alma e coração como poucos o fizeram. E foi, também, um dos maiores Amigos da Gorongosa, cujo Parque ajudou a crescer e a divulgar, canalizando através das empresas a que esteve ligado – Agência de Turismo da Beira e Sociedade de Safaris de Moçambique (SAFRIQUE)- , muitos milhares de turistas ao longo de mais de três décadas, destacando-se entre eles uma plêiade de personalidades de relevo internacional, como astronautas, banqueiros, políticos, artistas de cinema, empresários, etc., etc.
Homem de talento invulgar, dotado de exemplar educação e de uma cultura geral invejável,   foi um dos grandes e mais destacados  profissionais da época de ouro dos safaris em Moçambique, que todos tinham como referência. Irradiava simpatia e por isso cativava amizades em todos que recebia e acompanhava.
A paixão por Moçambique, pelas suas gentes e pela fauna bravia,  foi já uma herança de seu saudoso pai, criador de um vasto império comercial e agrícola na região de Tete e Manica e Sofala, com epicentro em Guro, onde está sepultado. Tais virtudes tornaram o Adelino um defensor nato da Natureza e um acérrimo adepto de uma independência do país na base de igualdade de direitos, sem distinção de raças, religiões ou facções políticas.
Lutador como era, deu a cara por esses ideais e isso lhe causou grandes dissabores numa fase em que imperou o radicalismo dos governantes do pós independência que perseguiram, maltrataram e expulsaram   quem não concordava com a linha marxista, leninista e maoista, então imposta no país. O Adelino foi uma dessas vítimas. Felizmente  que ele deixou  para a posteridade o relato das odisseias que viveu e uma descrição da organização turística que na época foi considerada a maior e mais bem estruturada de todo o continente africano – a SAFRIQUE. 
Referimo-nos ao livro “Ventos de Destruição”, que é o repositório das suas memórias e tem a chancela da consagrada escritora e sua querida companheira, Fiona Capstick. 




As gerações futuras poderão, assim, conhecer a história do  Homem que em vida foi um exemplo na defesa de causas justas que cada vez mais preocupam a humanidade, como é o caso da protecção da Natureza, em geral,  e da fauna bravia, em particular,  num país que ao tempo se orgulhava de possuir uma das maiores representações de animais comuns  do continente africano.

Por tudo isto e pela amizade que granjeamos e cultivamos ao longo de mais de 5 décadas, o Adelino estará sempre nos nossos corações e será e continuará a ser o paradigma de uma classe que dignificou e honrou o nosso país que nas décadas de 60 e 70 foi cimeiro do turismo cinegético em África.

 O Grupo de Amigos da Gorongosa, desde a sua criação, em 2007 contou sempre com a amizade do Adelino, que a partir de então é seu membro, tendo a partir de 12 de Maio do corrente ano passado a ser nosso “Membro de Honra”. Esta distinção foi-lhe conferida por unanimidade dos membros do Núcleo Coordenador, que pela primeira vez distinguiram personagens que colaboraram de maneira exemplar no desenvolvimento e divulgação do Parque Nacional da Gorongosa. O Adelino foi colocado em nº 1 de uma lista de 20 antigos e actuais funcionários e colaboradores do mesmo Parque, devendo os primeiros 6 ser homenageados em cerimónia especial integrada na Gala do 10º aniversário do GAG, a realizar em Lisboa dia 5 de Março de 2016.

Dado o estado de saúde do Adelino, nos últimos dois meses, o NC resolveu apressar a execução dos símbolos - Diploma e Troféu - desta homenagem e  enviamos-lhe fotos dos mesmos. Ao mesmo tempo divulgamos-lhe a  decisão da escolha e colocação do seu nome em primeiro lugar da lista, atitude esta que, segundo nos transmitiu a Fiona, recebeu com muito agrado e emoção. Todavia, em face da regressão da sua saúde e em acordo com a Fiona, decidimos, nos últimos dias, enviar-lhe esses símbolos, estando isso previsto para o dia de ontem. Infelizmente, já não pudemos concretizar  este desejo.

No dia da Gala o Adelino será recordado como merece e serão entregues à Fiona, sua querida e fiel companheira, a quem, neste momento difícil que atravessa, endereçamos os nossos abraços, com a eterna  solidariedade e profunda amizade que há muito nos une.

O querido amigo Adelino, que acaba de chegar “ao fim da picada”, que ele vinha profetizando nos últimos quinze anos e até escreveu no final do seu “Ventos de Destruição”, será sempre recordado com muita saudade por todos  nós. Jamais esqueceremos a sua amizade e o que nos ensinou para trilharmos  os caminhos certos  naquele rincão de África que tanto amava!

Fica o nosso:  ADEUS ADELINO! PARTES FISICAMENTE MAS FICAS SEMPRE PRESENTE ENTRE NÓS.

Lisboa, 11 de Agosto de 2015
Celestino Gonçalves
José Canelas de Sousa
(Membros do Núcleo Coordenador do GAG)


ANEXOS

                               1 - FOTO DO DIPLOMA DE MEMBRO DE HONRA DO GAG 
                                                                  ATRIBUIDO AO ADELINO



                                     2- FOTO DO TROFÉU DE MEMBRO DE HONRA


terça-feira, 21 de julho de 2015

45 - 55º ANIVERSÁRIO DO PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA



O Parque Nacional da Gorongosa comemora o seu 55° Aniversário na cidade da Beira


 COMUNICADO DE IMPRENSA
PARA DISTRIBUIÇÃO IMEDIATA


Terça-feira, 21 de Julho de 2015

Moçambique, África – O Parque Nacional da Gorongosa é o mais conhecido parque nacional de fauna bravia de Moçambique e situa-se no extremo sul do Grande Vale do Rift Africano. É o lar de alguns dos ecossistemas biologicamente mais ricos e geologicamente diversos do continente Africano. Os seus limites abrangem as grutas e desfiladeiros profundos do Planalto de Cheringoma, as vastas savanas do Vale do Rift e a preciosa floresta tropical húmida da Serra da Gorongosa.



O Parque Nacional da Gorongosa comemora a 23 de Julho do corrente ano, 55 anos desde que foi declarado Parque Nacional.

Na esteira desta efeméride, e em parceria com a Universidade Pedagógica, Delegação da Beira / Fundação UP, vai ter lugar a realização de um programa comemorativo que tem em vista trazer o Parque Nacional da Gorongosa à cidade da Beira, a capital da província de Sofala.

O programa que se realiza entre 23 e 25 de Julho, prevê actividades de vária índole desde informativas, de sensibilização e entretenimento, com o envolvimento de diversos segmentos da sociedade, nomeadamente membros do governo, da magistratura, parlamentares, do sector privado, estudantes das escolas primárias, secundárias e das Universidades baseadas na cidade da Beira.

O evento terá lugar das 9h às 16h30 de 23 a 25 de Julho de 2015 no Centro Universitário de Cultura e Arte na Cidade da Beira.




Se desejar receber mais informações sobre este assunto, ou se pretender marcar uma entrevista com as pessoas envolvidas no projecto, por favor ligue para Vasco Galante através de +258 822970010 ou envie email para vasco@gorongosa.net.


Para informações de carácter genérico, por favor consulte www.gorongosa.org

(Fim de citação)

NOTA DO GAG
O Núcleo Coordenador do GAG felicita a Administração  do PNG, bem como os responsáveis pelo Projecto de Restauração da Gorongosa, pela passagem do  55º aniversário desta importante área de conservação como Parque Nacional e pelos sucessos alcançados para a sua recuperação  nos últimos anos.
Felicitamos também todos os seus técnicos e  investigadores, assim como os trabalhadores que no seu dia a dia têm contribuído para os grandes sucessos alcançados naquele que é o mais emblemático Parque de Moçambique e um dos melhores de África!
A história do PNG remonta aos anos 20 do século passado e pode ser consultada AQUI

Lisboa, 21 de Julho de 2015
Celestino Gonçalves
(Membro do NC do GAG)


44 - SIMPÓSIO SOBRE CONSERVAÇÃO E BIODIVERSIDADE NO PNG









 SIMPÓSIO SOBRE CONSERVAÇÃO E BIODIVERSIDADE NO PNG


COMUNICADO DE IMPRENSA
PARA DISTRIBUIÇÃO IMEDIATA

18 Julho 2015
Desde o dia 11 de Julho o Simpósio “2015 Lost Mountain Next Gen” juntou um grupo internacional de estudantes universitários, cientistas, líderes da conservação e profissionais de aventura no Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique. O simpósio de 12 dias está a provocar um debate sobre a conservação disruptiva – um novo modelo para construir conservação liderada pela comunidade em alguns dos lugares mais remotos e biologicamente mais diversos do mundo.

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Foto de família no Parque Nacional da Gorongosa

“O Simpósio “2015 Lost Mountain Next Gen“ tem a ver com trazer os futuros líderes para o debate aqui e agora,” explica Majka Burhardt, Directora da Iniciativa “Lost Mountain”. "E assim, estamos a fazer uma abordagem multidisciplinar a um dos desafios fundamentais que o mundo de hoje enfrenta: poderão as comunidades e os ecossistemas colaborar de forma efectiva de modo a que ambos prosperem?"

O consórcio “Lost Mountain” é dirigido pela organização Americana “Additive Adventure” e pela organização Moçambicana LUPA. A “Lost Mountain” começou em Maio de 2014 quando Burhardt, uma escaladora profissional e empresária social, conjuntamente com a sua colega escaladora profissional Kate Rutherford, lideraram uma equipa de biólogos, conservacionistas, e cinematógrafos na exploração do Monte Namuli, em Moçambique. A expedição, durante um mês, levou a cabo trabalho de campo cientifico e de conservação, usando escalada de rocha para aceder a habitats anteriormente não explorados.

Para além de estabelecer o primeiro percurso de escalada técnica de rocha no Monte Namuli, a equipa descobriu uma nova espécie de serpente, 40 géneros de formiga e 27 espécimes de herpetologia dos quais algumas dezenas ainda têm de ser identificados.

A “Lost Mountain” decidiu fazer o seu Simpósio 2015 no Parque Nacional da Gorongosa para melhor desenvolver as conexões regionais entre as iniciativas de conservação actuais e emergentes em Moçambique. A missão da “Lost Mountain” é de catalisar um futuro de cooperação para o Monte Namuli onde pessoas e ecossistemas possam prosperar juntos. Um princípio fundamental do trabalho inclui soluções de código aberto para assuntos complexos através de oportunidades como o Simpósio “Next Gen”.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento coloca Moçambique como o terceiro país mais pobre do mundo e a maioria das notícias aponta para a emergência do país após uma guerra civil tumultuosa que acabou em 1992. “Mas Moçambique também tem 14 grandes regiões ecológicas, montanhas impressionantes, e inúmeras espécies endémicas,” diz Burhardt. “Através da “Lost Mountain” estamos a partilhar uma narrativa diferente sobre esta terra tão diversa e as suas gentes.”

Durante o Simpósio de 12 dias que está a ter lugar no Centro de Educação Comunitária da Gorongosa, 11 estudantes Moçambicanos, 4 estudantes de outras partes de África, vários membros dos Departamentos de Relações Comunitárias e de Serviços Científicos do PNG estão juntos com um grupo dos Estados Unidos e estão a aprender princípios de planeamento e gestão de conservação, modelos de desenvolvimento de liderança, técnicas “Leave No Trace” e exames sobre os desafios contemporâneos com que se deparam a conservação e o desenvolvimento.

O Simpósio oferece a possibilidade aos participantes de explorar de forma multidisciplinar a conservação, a ciência, e a gestão planeada de recursos naturais em conjunto com a aprendizagem de habilidades práticas para trabalhar nestes ambientes e assim estabelecer conexões importantes com os actuais e futuros líderes.

“Chegou a altura de olhar para o futuro e criar harmonia com a natureza,” disse Aurélio Pais, um estudante da Universidade Eduardo Mondlane. “A conservação de florestas e ecossistemas como a Gorongosa e o Monte Namuli é uma forma de salvar as nossas vidas, preservar a nossa terra, e permitir às gerações vindouras que prosperem em Moçambique.”

Aurelio.jpgAurélio Pais

"Ao juntar personagens chave convencionais e não convencionais, estamos a ser capazes de criar soluções ágeis, eficazes e inovadoras para a conservação e o desenvolvimento," diz Burhardt. “Estamos a usar o Simpósio para tomar decisões e planos de acção em tempo real para os nossos próximos passos no Monte Namuli—e isso é conservação disruptiva."

Os estudantes Moçambicanos provêm de algumas das melhores universidades do país, a saber: Universidade Lúrio - Pemba, Instituto Politécnico Superior de Manica, Universidade Eduardo Mondlane, e Universidade Zambeze - Mocuba. No seu conjunto elas formam uma parte valiosa do Simpósio “Lost Mountain” porque ajudam a diversificar o processo de planeamento em grupo, tendo o programa reconhecido a energia, inovação e criatividade que advém de juntar jovens estudantes e novas perspectivas à equipa.

“Enquanto aguardava pelo primeiro momento desta aventura, o meu espírito estava cativado por um entusiasmo ainda maior... em investir tempo na busca de novas perspectivas,” diz o estudante da “Next Gen”, Gerson Tembissa, um estudante de Mestrado da Universidade Eduardo Mondlane de Maputo, Moçambique. “Para mim, explorar e conservar a natureza é como movimentar uma peça de xadrez: a vitória depende da forma de pensar.”

Gerson

Os estudantes de Moçambique como o Gerson e o Aurélio constituem o núcleo do grupo do Simpósio “Lost Mountain” – eles representam o futuro brilhante que antecipamos para a conservação no seu país. O Simpósio também oferece oportunidades importantes de estabelecer relações com a comunidade de conservação e de parques—um empregador chave em Moçambique. De facto o Parque Nacional da Gorongosa é um dos maiores empregadores da Província de Sofala.

“Para mim, o Simpósio “2015 Lost Mountain Next Gen” é uma grande oportunidade para criar notoriedade para a conservação da biodiversidade em Moçambique,” disse Aurélio. “Eu espero aprender muito e poder partilhar o conhecimento adquirido com os meus irmãos e irmãs Moçambicanos.”

"Neste momento do processo, é imperioso trazer os futuros líderes para o debate sobre a conservação e deixá-los tomar parte da acção," diz Burhardt. "E o que é ainda mais importante? Que isso aconteça neste momento."

ACERCA DA “LOST MOUNTAIN”
A Iniciativa “Lost Mountain” é um empreendimento internacional para garantir um futuro onde pessoas e ecossistemas prosperem juntos no Monte Namuli, em Moçambique. A Iniciativa começou com uma expedição de campo em 2014 que combinou escalada de rocha, investigação científica das vertentes da montanha, planeamento integrado de conservação, e media. O Monte Namuli, um monólito de granito com 2.419 m, é o maior de um grupo de montes isolados que sobressaem nos antigos vales do norte de Moçambique. É um dos habitats mundiais menos conhecido e mais ameaçado. Aqui, plantas e animais evoluíram como se estivessem numa ilha oceânica isolada, de tal forma que montanhas individuais tornaram-se num refúgio para espécies únicas de vida, muitas das quais têm ainda de ser descobertas ou descritas pela ciência. Biólogos e conservacionistas de várias partes do mundo identificaram o Monte Namuli como um ponto quente: um lugar de biodiversidade crítica e uma oportunidade para modelar uma nova visão para a preservação da fauna bravia que integra as vontades e necessidades das gentes locais.

O Consórcio “Lost Mountain” é dirigido pela organização Americana “Additive Adventure” e pela organização Moçambicana LUPA.

publicado por Parque Nacional da Goron
(Fim de citação)

quarta-feira, 24 de junho de 2015

43 - IMPORTANTE ACORDO DO PNG NA ÁREA DA INVESTIGAÇÃO






COMUNICADO DE IMPRENSA PARA DISTRIBUIÇÃO IMEDIATA


 O “Howard Hughes Medical Institute” 
anuncia apoio à educação científica no Parque Nacional da Gorongosa 

Segunda-feira, 22 de Junho de 2015

 O “Howard Hughes Medical Institute” (HHMI) anunciou um apoio para os próximos cinco anos no montante de $2,3 milhões de dólares para actividades educativas e para o desenvolvimento de infra-estruturas do Laboratório de Biodiversidade E.O. Wilson no Parque Nacional da Gorongosa (PNG) em Moçambique. 

O programa será levado a cabo pelo Projecto de Restauração da Gorongosa (PRG), uma organização Americana de carácter filantrópico que nos últimos dez anos tem desenvolvido um esforço extraordinário para restaurar o Parque Nacional da Gorongosa. O PRG tem estado na linha da frente no combate à perda de biodiversidade – um dos temas mais importantes do ponto de vista biológico e ambiental do mundo actual. 

A USAID é um doador e assessor do PRG e o Embaixador dos EUA, Douglas Griffiths, afirmou: “A Gorongosa é um lugar mágico, não apenas enquanto reservatório de biodiversidade, mas também pela confluência de cientistas, ambientalistas e especialistas em desenvolvimento, que trabalham para compreender e melhorar o nível de vida das pessoas que vivem em torno do Parque. Estamos muito satisfeitos que o “Howard Hughes Medical Institute” se esteja a associar a uma das mais produtivas parcerias público-privadas do mundo para a área da conservação. Este apoio irá inspirar uma nova geração de Moçambicanos e cientistas internacionais para explorar os mistérios da vida no nosso planeta.

” O Parque Nacional da Gorongosa e a sua zona tampão abrange cerca de 10.000 quilómetros quadrados no Grande Vale do Rift Africano no centro de Moçambique. Moçambique alcançou a independência de Portugal em 1975, mas a guerra civil que se seguiu teve consequências pesadas para o país e para a Gorongosa. Em 2008, o governo de Moçambique assinou uma parceria público-privada por 20 anos com o PRG, uma organização sem fins lucrativos criada pela Fundação Carr.

 "Os jovens Moçambicanos estão desejosos de estudar ciências da conservação e este apoio da HHMI irá tornar possível a formação de uma geração de Moçambicanos em diversas disciplinas, que depois irão gerir a Gorongosa e outros parques nacionais e reservas em todo o país.", disse Mateus Mutemba, Administrador do PNG. “Este apoio do HHMI será também utilizado para melhorar as capacidades literárias básicas de membros do pessoal do Parque vindos das comunidades vizinhas, bem como na formação de futuros líderes de conservação.


” Douglas Griffiths, Embaixador dos EUA em Moçambique, Sean Carroll, Vice-Presidente para a Educação Científica, HHMI, Mateus Mutemba, Administrador do Parque Nacional da Gorongosa e Greg Carr, Presidente do "Gorongosa Restoration Project".

Durante os últimos dez anos, o PRG tem apoiado os agricultores locais, construiu postos de saúde e escolas, reconstruiu infra-estruturas do Parque, contratou e treinou fiscais, reintroduziu diversas espécies animais no ecossistema e restabeleceu a indústria do turismo na Gorongosa. Em 2014, o PRG comemorou mais um marco significativo com a inauguração do Laboratório de Biodiversidade E.O. Wilson, o qual está comprometido em aumentar quer a investigação no Parque quer o ensino científico a estudantes Moçambicanos.

 O apoio do HHMI será usado para apoiar funcionários do PNG, novos programas educacionais e infra-estruturas de salas de aula no Laboratório de Biodiversidade E.O. Wilson no Parque. O financiamento terá início em Julho de 2015. 

“O HHMI irá ajudar a construir a capacidade científica vital para a gestão dos extensos recursos de biodiversidade do Parque e de Moçambique", disse Sean B. Carroll, PhD., Vice-Presidente para a Educação Científica no HHMI.

 "O Parque Nacional da Gorongosa é uma das jóias da coroa de África, e também é igualmente importante como um destino para o ensino da ciência. Esta formação irá desenvolver a capacidade científica em Moçambique, e irá pagar dividendos a longo prazo, através da preservação da biodiversidade e da ajuda à administração do vasto sistema de parques e reservas nacionais deste país."


   *   *   *   *   *

 “Howard Hughes Medical Institute” 

O “Howard Hughes Medical Institute” desempenha um papel de relevo no avanço da investigação e da educação científica nos Estados Unidos. Os seus cientistas, espalhados pelo país e por todo o mundo, fizeram descobertas importantes que promovem a saúde humana e a nossa compreensão fundamental da biologia. O HHMI também tem como objectivo transformar a educação científica num esforço criativo e interdisciplinar que reflicta a emoção da investigação feita com profundidade. www.hhmi.org 

O Projecto de Restauração da Gorongosa integra quer a conservação quer o desenvolvimento humano com a noção de que um ecossistema saudável irá beneficiar os seres humanos, os quais por seu turno ficarão motivados para apoiar os objectivos do Parque Nacional da Gorongosa. 

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 Se desejar receber mais informações sobre este assunto, ou se pretender marcar uma entrevista com as pessoas envolvidas no projecto, por favor ligue para Vasco Galante através de +258 822970010 ou envie email para vasco@gorongosa.net. 

Para informações de carácter genérico, por favor consulte www.gorongosa.org

(Fim de citação)


NOSSO COMENTÁRIO
O Grupo de Amigos da Gorongosa regozija-se com esta notícia acabada de receber do director de comunicação do PNG, Dr. Vasco Galante e felicita os responsáveis da Administração do Parque e  do Projecto de Restauração da Gorongosa, respectivamente, Dr. Mateus Mutemba e Greg Carr, pelo importante acordo de parceria na área da investigação que muito contribuirá para o desenvolvimento deste ramo  já em franco progresso no Parque com a criação do Laboratório de Biodiversidade E.
O. Wilson.

Lisboa, 23 de Junho de 2015

Celestino Gonçalves
(Membro do NC do GAG)


sábado, 6 de junho de 2015

42 - PNG AGRACIADO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA





PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA AGRACIADO PELO PRESIDENTE DA
REPÚBLICA PORTUGUESA POR OCASIÃO DO DIA DE PORTUGAL

NOTÍCIA DA LUSA - BOLETIM DE MOÇAMBIQUE, DE 05-06-2015
   MOÇAMBIQUE

Presidência portuguesa reconhece papel da Gorongosa na divulgação de Moçambique

Maputo - A condecoração do Parque Nacional da Gorongosa como Membro Honorário da Ordem do Mérito, anunciada na quinta-feira pela Presidência portuguesa, representa o reconhecimento do esforço da principal área protegida de Moçambique para a divulgação deste país a nível internacional.
Segundo um comunicado enviado na sexta-feira à Lusa pela Embaixada de Portugal em Maputo, o esforço do Parque Nacional da Gorongosa aumentou também "o interesse de cientistas e de turistas, incrementando assim por esta via ainda mais a boa reputação do país". 

(Fim de citação)

NOSSO COMENTÁRIO

Foi com grande satisfação que o Grupo de Amigos da Gorongosa recebeu esta agradável notícia vinda directamente do Departamento de Comunicação do PNG e confirmada no site oficial da Presidência da República.

Estão de parabéns os responsáveis pela recuperação daquele famoso santuário da vida bravia de Moçambique e de África em geral, que após a independência deste país veio a sofrer uma devastação quase total devido ao conflito armado interno que decorreu de 1977 a 1992 e aos dois anos seguintes,  que embora em clima de paz foi fustigado por hordas de caçadores furtivos idos das cidades, vilas e povoações daquela região central (Província de Sofala) que se aproveitaram do vazio de administração, somente reinstalada em 1994, para causarem autênticos massacres nas espécies mais significativas do Parque.

Está de parabéns o governo de Moçambique, que graças à política conservacionista seguida não só na Gorongosa como em todas as restantes áreas de conservação do País (Parques, Reservas e Coutadas), conseguiu evitar o colapso total da fauna, pese embora, nos últimos anos, se venha a verificar a progressiva destruição de certas espécies, nomeadamente elefantes e rinocerontes, cujos troféus são valiosos nos países asiáticos, nomeadamente China e Vietname. 

A presença de uma representação do PNG na edições anuais da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), desde 2007, assim como o interesse dispensado pelos nossos representantes diplomáticos em Moçambique  aos problemas da conservação neste país, patrocinando parcerias em certas áreas de desenvolvimento, nomeadamente na Gorongosa, naturalmente que têm sido objecto de atenção por parte dos mais altos representantes do Estado e do Governo de Portugal, já antes patenteada pelo próprio Presidente da República que recebeu, em 3 de Dezembro de 2012, em audiência no Palácio de Belém, uma delegação do  Parque constituída pelo seu administrador Dr. Mateus Mutemba, pelo Embaixador de Moçambique em Portugal Dr. Jacob Jeremias Nyambir e por Greg Carr, o filantropo americano que a partir de 2005 impulsionou e obteve grandes sucessos com a recuperação do Parque.

O Grupo de Amigos da Gorongosa, criado em 2007, precisamente o primeiro ano de presença de uma representação do PNG na BTL, tem desempenhado o papel de difusão  daquele maravilhoso Parque no nosso país, contando já com algumas centenas de aderentes e alguns milhares de visitantes assíduos às suas páginas na Internet. Os seus membros regozijam-se, pois,  com esta distinta condecoração, felicitando vivamente a direcção do Parque chefiada pelo Dr. Mateus Mutemba, o filantropo Greg Carr co-dirigente do Projecto de Restauração da Gorongosa financiado pela sua própria Fundação,  assim como aqueles que, anos antes e em circunstâncias (financeiras e políticas) menos favoráveis, foram decisivos no início da recuperação do Parque, destacando-se nessa difícil tarefa os distintos técnicos de fauna moçambicanos, Dr. Baldeu Chande e Engº Roberto Zolho. Naturalmente que estas felicitações são também dirigidas aos técnicos e trabalhadores que  colaboraram com estas destacadas figuras a quem Moçambique deve a recuperação da Gorongosa, património mundial da humanidade.

Lisboa, 6 de Junho de 2015

Celestino Gonçalves
(Membro do NC do GAG)


 SEGUE-SE O DOCUMENTO OFICIAL DAS CONDECORAÇÕES DO DIA DE PORTUGAL, A 10 DE JUNHO CORRENTE, EXTRAÍDO DO SITE OFICIAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA - http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=93452


Condecorações atribuídas pelo Presidente da República a personalidades das Comunidades Portuguesas e a cidadãos estrangeiros, por ocasião do Dia de Portugal
Por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o Presidente da República agraciou várias personalidades das Comunidades Portuguesas da Diáspora e cidadãos estrangeiros com condecorações que serão oportunamente entregues.
É a seguinte a lista das personalidades agraciadas:
Antigas Ordens Militares:
Ordem de Sant’Iago da Espada
  • Ronald A. DePinho - EUA (Comendador)
Ordens Nacionais:
Ordem do Infante D. Henrique
  • Alberto Nuñez Feijóo – Espanha (Grã-Cruz)
  • Ernest Moniz – EUA (Grã-Cruz)
  • António-Serge de Pinho Campinos – Bélgica (Grande-Oficial)
  • Fernando Frutuoso de Melo – Bélgica (Grande-Oficial)
  • João Aguiar Machado – Bélgica (Grande-Oficial)
  • Luís Matos – EUA (Grande-Oficial)
  • Roberto Irineu Marinho – Brasil (Grande-Oficial)
  • Cristina Robalo Cordeiro – Marrocos (Comendador)
  • Daniel Malcolm Cameron – Reino Unido (Comendador)
  • Emanoel Alves Araújo – Brasil (Comendador)
  • Rubens Ermírio de Moraes – Brasil (Comendador)
  • José António Silva e Sousa – Espanha (Comendador)
  • Marie Hélène Piwnik – França (Comendador)
  • Markus Kerber – Alemanha (Comendador)
  • Marta Vieira Pires – Argentina (Comendador) – A título póstumo
  • Teresa Presas – Bélgica (Comendador)
  • Peter Pereira – EUA (Oficial)
Ordens de Mérito Civil:
Ordem do Mérito
  • Irmã Lúcia Pereira Rodrigues Cândido – S. Tomé e Príncipe (Grande-Oficial)
  • Abílio Morgadinho Laceiras – França (Comendador)
  • António Eduardo Gil Figueira - Namíbia (Comendador)
  • António Pereira Marques - França (Comendador)
  • Gentil Moreira de Sousa – Brasil (Comendador)
  • Helena Silva Marques Hughes – EUA (Comendador)
  • Inácio Afonso de Gouveia Pereira – Venezuela (Comendador)
  • José António dos Santos Valentim – África do Sul (Comendador)
  • Laurentino de Sousa Esteves – Canadá (Comendador)
  • Martha Mesquita da Rocha – Brasil (Comendador)
  • Paulo Manuel Pires dos Santos Almeida – Brasil (Comendador)
  • Rogério Oliveira - Luxemburgo (Comendador)
  • Analido Mendes Amaro – Argentina (Oficial)
  • Parque Nacional da Gorongosa – Moçambique (Membro Honorário) (a)
Ordem do Mérito Empresarial
Classe do Mérito Comercial
  • Paula Maria Ramos dos Santos Caetano – África do Sul (Comendador)
(Fim de citação)
(a) - o sublinhado é nosso