domingo, 14 de setembro de 2014

14 - PNG-MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL, UMA PARCERIA QUE SE IMPUNHA




COMUNICADO DE IMPRENSA
PARA DISTRIBUIÇÃO IMEDIATA

O Parque Nacional da Gorongosa faz parceria com o Museu de História Natural de Maputo

Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Moçambique, África – O Administrador do Parque Nacional da Gorongosa Mateus Mutemba visitou muito recentemente o Museu de História Natural de Maputo numa missão muito especial. Levou consigo quatro caixas de madeira, cheias de alguns dos mais belos tesouros naturais de Moçambique. À sua espera estava a Directora do Museu Dra. Lucilia Chuquela que recebeu as caixas em nome do Museu. Cada caixa continha um conjunto colorido de insectos recolhidos em áreas remotas do Parque Nacional da Gorongosa: enormes besouros couraçados; extraordinários exemplares de gafanhotos, grilos e esperanças; e bonitos louva-a-deus, os mais refinados predadores do mundo dos insectos.

Ao entregar os espécimes, o Administrador Mutemba comentou: "É com um enorme prazer que trazemos a primeira parte das amostras dos insectos recolhidos durante a pesquisa da biodiversidade feito pelo Laboratório de Biodiversidade do Parque Nacional da Gorongosa. Todos os espécimes foram identificados por especialistas e representam as três primeiras ordens de insectos (Coleoptera, Orthoptera e Mantodea) que queremos estudar em detalhe na Gorongosa."



Por  parte do  Museu de História  Natural, a Directora afirmou que “O Museu como  parte  integrante  da Universidade  Eduardo  Mondlane é  detentor da maior colecção de insectos da região da Cahora Bassa. E como uma das funções deste Museu é o conhecimento da Biodiversidade de Moçambique, ao recebermos estas  espécimes de insectos do Parque Nacional da Gorongosa, estamos a contribuir para o  conhecimento  da  Biodiversidade desta região. Por outro  lado o depósito destes espécimes no Museu  vai ajudar aos investigadores nacionais e estrangeiros o estudo da fauna do Parque Nacional da  Gorongosa.”

O novo Laboratório de Biodiversidade do Parque Nacional da Gorongosa foi inaugurado em Março de 2014, em acto testemunhado por uma audiência impressionante de dignitários e cientistas de renome mundial. Esta nova instalação tem como um dos seus objectivos a documentação da biodiversidade de Gorongosa e da sua Zona Tampão. Equipamentos modernos e técnicas científicas são usados para recolher espécimes que são armazenados numa inovadora instalação de arquivo de colecções. Esta recolha e identificação irá desenvolver ainda mais a reputação do Parque Nacional da Gorongosa como um dos parques mais exclusivos e especiais no mundo, e melhorar significativamente a reputação da biodiversidade de Moçambique entre a comunidade científica mundial.

Uma equipe de especialistas internacionais de museus e universidades ao redor do mundo está a processar os restantes insectos recolhidos durante as pesquisas. Alguns dos espécimes são novos para a ciência, pelo que o processo de identificação e classificação leva mais tempo. Essas amostras serão enviadas para o Museu de História Natural, em devido tempo.

Depois deste começo auspicioso, o Museu de História Natural e o Parque Nacional da Gorongosa vão agora desenvolver ainda mais o seu relacionamento, a fim de melhor compreender e proteger o rico património natural do país. O Administrador Mutemba comentou: "Esperamos que esta primeira colecção represente o primeiro passo do que será uma cooperação e parceria longa e frutífera entre as nossas instituições."

O Museu de História Natural e o Laboratório de Biodiversidade da Gorongosa são parceiros naturais na busca de ampliar ainda mais o conhecimento da biodiversidade de Moçambique. O Museu tem sido historicamente o principal repositório de colecções de espécimes e actualmente possui uma diversidade impressionante de animais grandes e pequenos. As amostras colhidas em expedições futuras também serão entregues ao Museu, ampliando ainda mais as suas excelentes colecções.



Uma componente chave desta colaboração será a formação de uma nova geração de cientistas Moçambicanos, os futuros administradores do extraordinário património natural do país. Este aspecto da missão do laboratório será desenvolvido por meio de parcerias com a Universidade Eduardo Mondlane e Universidade Lúrio. Vários formandos jovens Moçambicanos já estão a trabalhar no laboratório e muitos mais irão se juntar a eles nos próximos anos.

Sobre o Parque Nacional da Gorongosa e o Projecto de Restauração da Gorongosa

O Parque Nacional da Gorongosa é o mais conhecido parque nacional de fauna bravia de Moçambique e situa-se no extremo sul do Grande Vale do Rift Africano. É o lar de alguns dos ecossistemas biologicamente mais ricos e geologicamente diversos do continente Africano. Os seus limites abrangem as grutas e desfiladeiros profundos do Planalto de Cheringoma, as vastas savanas do Vale do Rift e a preciosa floresta tropical húmida da Serra da Gorongosa. No entanto, os ecossistemas foram profundamente afectados durante o conflito civil em Moçambique (1977-1992). Depois da guerra, em 1993-1996, os caçadores ilegais incrementaram a destruição, e muitas das grandes populações de animais da Gorongosa foram reduzidas em mais de 90%.

Em 2005, a Fundação Carr, uma organização dos EUA sem fins lucrativos fundada pelo filantropo americano e conservacionista Gregory C. Carr, juntou-se com o Governo de Moçambique no âmbito de um memorando de entendimento para restaurar o Parque Nacional da Gorongosa. A parceria, conhecida como "Gorongosa Restoration Project" (GRP), é um dos mais ambiciosos esforços de restauração de parques jamais tentado (a restauração também tem beneficiado do apoio da USAID). O acordo promove o duplo objectivo de restauração de ecossistemas e melhoria do desenvolvimento humano para as comunidades locais. Até agora, o GRP revitalizou equipes anti-caça furtiva; reconstruiu infra-estruturas do parque; realizou monitorização biológica; reintroduziu herbívoros (zebras / bois-cavalos / búfalos / elefantes / hipopótamos); construiu infra-estruturas sociais para as comunidades vizinhas, centros de educação e investigação científica; estabeleceu programas de agricultura e de saúde em colaboração com os governos dos distritos vizinhos; e em 2010 o Governo de Moçambique expandiu os limites do Parque para incluir a Serra da Gorongosa e uma zona tampão de 3.300 quilómetros quadrados em torno do Parque.



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Se desejar receber mais informações sobre este assunto, ou se pretender marcar uma entrevista com as pessoas envolvidas no projecto, por favor ligue para Vasco Galante através de +258 822970010 ou envie email para vasco@gorongosa.net.

Para informações de carácter genérico, por favor consulte www.gorongosa.org




sábado, 26 de abril de 2014

13 - PROJECTO LEÕES DA GORONGOSA


Pedido do Projecto Leões da Gorongosa / Request from Gorongosa Lion Project

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Leao2Os nossos leões precisam da sua ajuda!
O Projecto Leões da Gorongosa foi criado para a recuperação, com base científica, dos leões do Parque Nacional da Gorongosa e este ano estamos a começar uma avaliação genética dos leões do Parque. Estamos a trabalhar intensivamente para perceber como recuperar da forma mais eficaz esta preciosa população de leões e a composição genética da nossa população é uma questão crítica que precisa ser resolvida, e em última análise acabará por determinar acções urgentes de recuperação dos leões, a levar a cabo pelo Parque.
Precisamos de obter pequenas amostras de 2x2 cm de pele e/ou tecido de troféus de leões provenientes do Parque Nacional da Gorongosa (ou das áreas circundantes) durante as últimas décadas. Caso possua um destes troféus, proveniente da região da Gorongosa, o mesmo poderá ser de grande ajuda para a obtenção de dados importantes. As amostras podem ser cortadas das dobras onde a pele foi dobrada e costurada sem danificar o troféu.
Se nos puder ajudar neste importante estudo, ou se precisar de mais informação, por favor contacte Paola Bouley (paola@gorongosa.net), Rui Branco (chibedjana@hotmail.com) e Vasco Galante (vasco@gorongosa.net).

PS - Por favor circular este email caso conheça alguém que possa contribuir com as amostras acima referidas.  
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Dear Friends of Gorongosa,
Our lions need your help!
Gorongosa Lion Project is dedicated to the science-based recovery of lions in Gorongosa National Park and this year we are beginning a genetic assessment of the Park's lions.  We are working hard to understand how to most effectively recover this precious lion population and the genetic composition of our population is a critical question we need to address that will ultimately steer urgent lion recovery actions undertaken by the Park.
We need to secure small, 2x2-cm patches of skin/tissue from lion trophies taken from Gorongosa National Park (or nearby) from pre- or post-war years.  If you were a trophy hunter in or around the Gorongosa area during prior years, you can help us gather this important data.  The samples can be snipped from the folds where the skin were tucked and sewn together without harm.
If you can assist with this important study, or need further info, please feel free to contact Paola Bouley (paola@gorongosa.net), Rui Branco (chibedjana@hotmail.com) and Vasco Galante (vasco@gorongosa.net).
PS - Please circulate this email if you know someone who can help with the samples referred above.







segunda-feira, 14 de abril de 2014

12 - LEI PARA COMBATER A CAÇA FURTIVA EM MOÇAMBIQUE



 PUNIÇÃO AOS CAÇADORES FURTIVOS - UMA LEI QUE PECA POR TARDIA




Finalmente!

Uma Lei acabada de aprovar em Moçambique vem colmatar uma lacuna existente naquele país irmão no que respeita à preservação das espécies em vias de extinção, nomeadamente o Rinoceronte e o Elefante.

Tal Lei, que peca por tardia e talvez pouco servera, deveria ter sido feita logo após a adesão de Moçambique à Convenção Internacional sobre Comércio das Espécies em Perigo de Extição (CITIES), em 1981, altura em que no país ainda havia um considerável número de Rinocerontes, posteriormente desaparecidos devido a factores bem conhecidos e à impunidade dos caçadores furtivos e dos seus mandantes. Eu próprio, nessa altura ainda em funções em Moçambique, fiz uma comunicação num seminário sobre conservação de fauna e florestas, em que foquei a situação (já muito precária) do Rinoceronte no país e alertava as autoridades de cúpula para medidas drásticas em relação aos furtivos e também aos traficantes dos seus cornos, referindo um dos príncipais canais de saída deste produto, apenas ao alcance dessas autoridades.

A situação dos últimos anos, quanto aos Rinocerontes e aos Elefantes, tornou-se de tal modo insustentável que tem posto em risco não só a existência destas espécies (o Rinoceronte está praticamente extinto no país), mas também o futuro dos Parques e Reservas onde as mesmas  eram a bandeira principal que atraíu avultados investimentos estrangeiros  e nacionais com vista à sua preservação, destacando-se os Parques da Gorongosa, Limpopo e Banhine e Reservas do Niassa e Maputo.

No artigo do jornal Savana, do passado dia 11, que abaixo se transcreve, dá-se conta do alastramento da situação ao país vizinho, onde os furtivos idos de Moçambique têm causado avultadas baixas nos efectivos das referidas espécies, ao ponto de as autoridades do Parque Krueger  ameaçarem romper com o acordo que levou à criação do Parque Transfronteiro do Limpopo e voltarem a colocar as fortes vedações entre estes dois parques, que levantaram  a quando dessa criação em 2000.


ARTIGO DO JORNAL MOÇAMBICANO "SAVANA"

AR aprova Lei que dá 12 anos de cadeia aos caçadores furtivos
Ricardo Mudaukane
Depois de o país ter servido de paraíso para os caçadores furtivos, o Estado moçambicano dá mostras de estar determinado em agir contra a chacina de animais em extinção, principalmente elefantes e rinocerontes.
Pela primeira vez na história de Moçambique, a Assembleia da República aprovou quarta-feira, na generalidade, uma lei que torna crime a caça furtiva de espécies em extinção.
A lei foi aprovada, ainda que na generalidade, com os votos a favor dos deputados das três bancadas do parlamento moçambicano, o que sinaliza a preocupação colectiva com o impacto da caça furtiva em Moçambique.
O comando normativo avalizado pela Assembleia da República prevê penas entre oito a 12 anos de cadeia a caçadores furtivos de espécies protegidas e a autores de fogo posto com fins de caça clandestina de animais protegidos.
O uso ilegal de armas de fogo e de armadilhas, mesmo contra animais não protegidos, acarretará sanções penais até dois anos, de acordo com o instrumento legal em causa.
A proposta defende que a exploração ilegal, armazenamento, transporte ou venda de espécies protegidas será sujeita a multas entre 50 a mil salários mínimos.
A violação de artigos da Convenção Internacional sobre Comércio de Espécies em Perigo (CITIES) será igualmente multada com sanções pecuniárias até mil vezes o salário mínimo.
Fim da impunidade?
Falando na apresentação da proposta de lei, ora aprovada na generalidade, o ministro moçambicano do Turismo, Carvalho Muária, afirmou que a norma decorre do facto de Moçambique não deter um instrumento punitivo com a necessária severidade.
Carvalho Muária apontou, a título de exemplo, que entre dois a três elefantes são diariamente abatidos na Reserva do Niassa, norte de Moçambique, colocando em risco a população daqueles paquidermes.
Por outro lado, o país tem sido usado como corredor para o trânsito de caçadores furtivos em incursões no parque sul-africano de Krueger, onde centenas de elefantes e rinocerontes são anualmente abatidos por caçadores furtivos, que extraem pontas e cornos para venda no mercado asiático.
Dezenas de moçambicanos morrem por ano em confrontos com as Forças de Defesa e Segurança da África do Sul, durante a caça furtiva, e tantos outros cumprem actualmente pesadas penas de prisão em conexão com a actividade.
O Governo sul-africano tem demonstrado publicamente o seu desagrado com a contraparte moçambicana por considerar que a falta de leis penais em Moçambique é uma das causas da alegada impunidade com que os caçadores furtivos actuam entre os dois países.
Aqueles que degradarem o ecossistema, através da desflorestação, fogo ou outro acto ilícito, serão obrigados a restaurar a área afectada, sendo igualmente obrigados a pagar pelo repovoamento de espécies atingidas pelas suas acções, além de outras sanções legalmente previstas.
“O Estado moçambicano assume as suas responsabilidades perante a humanidade, para a protecção da biodiversidade no seu território”, disse o ministro do Turismo de Moçambique, Carvalho Muária, durante a apresentação da proposta de lei, ora aprovada na especialidade.
De acordo com Muária, a lei pretende fomentar a reabilitação das áreas de conservação, bem como garantir a concepção de modelos de gestão inovadores e pragmáticos dos recursos florestais, conciliando os interesses dos sectores públicos e privados.
Ao abrigo da lei em causa, cada área de conservação será gerida por um conselho, presidido por um administrador nomeado pelo Governo, coadjuvado por representantes das comunidades locais, sector privado e entidades estatais.
“O Estado poderá estabelecer parcerias com o sector privado, comunidades locais, organizações com o sector privado, comunidades locais, bem como organizações nacionais e estrangeiras da sociedade civil, por via de contratos, para a criação de sinergias a favor da preservação da diversidade biológica”, diz a proposta de lei.
SAVANA – 11.04.2014

(FIM DE TRANSCRIÇÃO)

Lisboa, 13 de Abril de 2014
Celestino Gonçalves

sexta-feira, 11 de abril de 2014

11 - GORONGOSA - UMA JANELA PARA A ETERNIDADE


Inaugurado Laboratório de Biodiversidade Edward O. Wilson

29 Março, 2014

O Professor Edward O. Wilson, aclamado pela National Geographic Society como "o maior naturalista de nosso tempo", emprestou o seu nome e a sua visão a um estabelecimento de alto nível concebido para investigação da biodiversidade no Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique. O conceituado biólogo evolucionista foi um dos convidados de honra na cerimónia de abertura do "Laboratório de Biodiversidade Edward O. Wilson”, na quinta-feira 27 de Março de 2014. O Laboratório é o primeiro de género a abrir em Moçambique. 
Alguns dos distintos convidados para a inauguração do Laboratório de Biodiversidade E. O. Wilson (fila de trás, da esq. para a dir.) Beca Jofrisse, Greg Carr, Douglas Griffiths, Professor E.O. Wilson, Abdala Mussa, Anibal Nhampossa, Paulo Majacunene, e na fila da frente Mateus Mutemba (Foto de Piotr Naskrecki)

O Parque Nacional da Gorongosa fica situado no extremo sul do Grande Vale do Rift no centro de Moçambique. A paisagem diversificada e a topografia desta área deu origem a uma biodiversidade imensa, incluindo espécies que não é possível encontrar noutros pontos da Terra. Fruto duma parceria entre o Governo de Moçambique e a Fundação “Gorongosa Restoration Project” dos EUA, o Parque Nacional da Gorongosa está em reabilitação há cerca de seis anos depois da destruição que sofreu como resultado do conflito armado de dezasseis anos que assolou Moçambique. A restauração em curso coloca hoje o Parque da Gorongosa no bom caminho para recuperar o seu estatuto de ícone. Desde o início do projecto, foram reabilitadas as suas infra-estruturas de gestão e turismo, e o número de animais de grande porte tem estado a aumentar, tendo algumas espécies registado uma recuperação de mais de 40%. Até agora, o Projecto de Restauração da Gorongosa revitalizou o trabalho anti-caça furtiva; reconstruiu as infra-estruturas do Parque; conduziu o monitoramento biológico; reintroduziu herbívoros em massa: zebras, bois-cavalos, búfalos, elefantes, hipopótamos; apoiou em infra-estruturas (escola, centros de saúde, residências para professores e enfermeiros); e construiu um centro de educação comunitária no interior do Parque.
A Serra da Gorongosa está situada no limite ocidental do Grande Vale do Rift e é parte integrante do Parque Nacional da Gorongosa (Foto de Piotr Naskrecki)

A investigação científica é uma parte integrante do esforço de restauração a longo prazo, porque uma profunda compreensão do ecossistema da Gorongosa vai ajudar os gestores do parque na tomada de decisões informadas sobre conservação. O novo laboratório de biodiversidade posiciona a Gorongosa para se tornar num ponto central de investigação científica na África Austral. O laboratório já atraiu a atenção regional, nacional e internacional. Cientistas de instituições Moçambicanas e internacionais, como as Universidades Eduardo Mondlane e Lúrio em Moçambique, a Universidade de Coimbra, em Portugal, e as Universidades de Harvard e Princeton, nos EUA, começaram já a realizar investigações no Parque.
A especialista de elefantes, Joyce Poole estuda o comportamento dos elefantes da Gorongosa enquanto o seu irmão Bob Poole, filma esse comportamento. 

O Laboratório irá coordenar uma ampla gama de projectos de investigação exploratória e projectos de restauração que vão desde o acompanhamento dos bandos de leões e manadas de elefantes, à medição da eficácia do esforço de reflorestação na Serra da Gorongosa. O Laboratório irá fornecer aos investigadores visitantes e residentes, bem como aos estudantes, ferramentas para processar, identificar e armazenar amostras biológicas, incluindo o armazenamento a longo prazo de tecidos e DNA; instalações para amplificação e extracção de DNA estarão também disponíveis no local. Um componente importante do laboratório é a colecção sinóptica de espécies animais e vegetais presentes no Parque da Gorongosa, desenvolvidas em colaboração com Museu Nacional de História Natural de Moçambique em Maputo. O Museu alojará na sua colecção nacional, a réplica de todos os espécimes que forem identificados no Parque da Gorongosa.
O técnico do laboratório, Flávio Artur Moniz, prepara-se para a chegada de espécimes biológicos. Os cientistas da Gorongosa tencionam identificar todas as espécies visíveis a olho nu. Trata-se de algo que até agora não foi conseguido por nenhum outro parque nacional em todo o mundo. (Foto de Piotr Naskrecki)

Um dos papéis mais importantes do Laboratório é providenciar formação à próxima geração de cientistas moçambicanos no Parque e também enviá-los para universidades de modo a tirarem diplomas avançados. "Esperamos poder ajudar a lançar as carreiras de uma geração de cientistas moçambicanos no laboratório de Biodiversidade E. O. Wilson", afirmou Mateus Mutemba. Alguns jovens (provenientes das comunidades vizinhas do Parque ou das escolas técnicas da região centro), que recebem assistência financeira total ou parcial do Laboratório, já começaram a estudar em universidades e escolas de nível médio para futuras carreiras como veterinários, ecologistas e técnicos de laboratório.
O estudante Moçambicano de fauna bravia e gestão de conservação, Tonga Torcida analisa uma coluna de formigas Matabele (Pachycondyla analis) que atravessa a estrada – trata-se de uma espécie que lhe atraiu particularmente atenção depois de ter obtido orientações do Professor E. O. Wilson (uma autoridade mundial no comportamento das formigas). (Foto de Piotr Naskrecki)

Em Junho de 2013, uma equipe de quinze especialistas moçambicanos e internacionais de renome completou o seu primeiro grande projecto, uma pesquisa abrangente sobre os animais e as plantas do Planalto de Cheringoma, no lado leste do Parque. A pesquisa registou mais de 1.200 espécies, incluindo várias espécies desconhecidas da ciência. Os cientistas irão em breve iniciar uma pesquisa similar na região praticamente inexplorada de Dingue-Dingue, com especial enfoque nas zonas húmidas e nos ecossistemas aquáticos. Estes levantamentos anuais de biodiversidade irão ser apoiados pelo novo laboratório e respectivas instalações de  arquivo e catalogação.
Alguns dos cientistas que participaram no Levantamento de Biodiversidade em Cheringosa 2013, apreciam o pôr do sol. Neste primeiro levantamento global da área, foram registadas mais de 1.200 espécies, incluindo algumas desconhecidas do ponto de vista científico. (Foto de Piotr Naskrecki)

Desde a sua primeira visita da Gorongosa, em 2011, o Professor Wilson desenvolveu uma atenção especial pelo Parque da Gorongosa, chamando-o: "... Ecologicamente o parque mais diversificado do mundo." Durante as primeiras duas visitas de Wilson à Gorongosa em 2011 e 2012, ele liderou expedições científicas para catalogar a biodiversidade do parque. Compreendendo a biodiversidade única do lugar, ele defendeu levantamentos contínuos para catalogar todas as espécies na Gorongosa. O novo laboratório da biodiversidade que é dedicado a Wilson será fundamental para catalogação e armazenamento das amostras obtidas nas investigações científicas anuais. Wilson também acaba de publicar um livro intitulado: "Uma Janela para a Eternidade: A Caminhada de um Biólogo pelo Parque Nacional da Gorongosa", a ser lançado em Abril, bem como dedicou vários módulos de aprendizagem de seu novo iBook, "Vida na Terra de E. O. Wilson” à Gorongosa.

"Os Parques Nacionais como a Gorongosa desempenham um papel importante na preservação da biodiversidade do mundo. Ao longo do tempo, a investigação deste laboratório irá ajudar a disseminar conhecimento acerca de como salvar a vida noutras partes do mundo", disse o Professor Wilson. 
O Professor E.O. Wilson examina atentamente uma teia de aranha-tecelã durante uma das suas actividades de recolha de insectos no Parque Nacional da Gorongosa (Foto de Bob Poole)

DISCURSO DE INAUGURAÇÃO DO LABORATÓRIO 


"O desenvolvimento destas instalações maravilhosas, juntamente com a inclusão anterior da Serra da Gorongosa no Parque e a reconstrução da mega fauna para números  que se aproximam aos do período pré-guerra, são realidades que se devem a Greg Carr e ao governo de Moçambique. Tudo isto significa um avanço não só deste país e de África, mas de todo o movimento ambiental global.

Essencialmente, o que se conseguiu é dar um papel mais amplo no movimento global,  aos parques naturais do mundo e às outras reservas de história natural. Este desenvolvimento vai ajudar a trazer a vida de volta à consciência ambiental da humanidade. Por que é que eu digo isto? O mundo está a tornar-se “verde”. A consciência ambiental tem crescido dramaticamente durante as últimas décadas . No entanto, o foco incide cada vez mais na parte não-viva do mundo, ou seja, nas mudanças climáticas, na poluição e no esgotamento de recursos insubstituíveis . Ao mesmo tempo, a atenção tem-se afastado para longe da parte viva da Terra, a chamada biosfera, uma camada de organismos vivos tão fina que não pode ser vista a partir do lado de um veículo espacial em órbita. A biosfera ainda tem muita biomassa, ou seja, o peso do tecido vivo. A maior parte é nas fazendas e florestas que sustentam a espécie humana. O que está em declínio é a biodiversidade, a variedade dos organismos vivos. A biodiversidade existe em três níveis: em primeiro lugar, os ecossistemas, como os lagos, os fluxos de água, as savanas e  as florestas secas do Vale do Rift e do Planalto de Cheringoma; em seguida, as espécies de plantas, animais e micro-organismos que compõem os ecossistemas; e, finalmente, os genes que prescrevem as características que distinguem as espécies que compõem os ecossistemas. Os Parques Nacionais, como a Gorongosa desempenham um papel importante na preservação da biodiversidade do mundo, e agora, cada vez mais, na aprendizagem de como salvá-los noutros lugares do mundo.

Quanta biodiversidade existe? Até à data, dois milhões de espécies de plantas, animais e micro-organismos foram descobertos, com as descrições e os nomes formais dados por biólogos. As estimativas, no entanto, colocam o número real perto dos dez milhões. Quando as bactérias e outros micróbios forem adicionados, o número subirá enormemente. A humanidade, para colocar a questão da forma mais simples possível, vive num planeta pouco conhecido. Falta-nos uma ideia precisa do que as nossas actividades estão a causar nele.

Isso leva-me a um outro ponto importante e pertinente para este Parque. A Gorongosa é até agora, creio eu, o único parque em África, e um dos poucos em todo o mundo, a realizar um estudo completo para descobrir e identificar todas as espécies de plantas, animais e micróbios que compõem sua biodiversidade e não apenas os mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e vegetação, mas todos os insectos, aranhas e outros invertebrados também. Este projecto, liderado por Piotr Naskrecki, e utilizando a experiência de Marc Stalmans, possibilitou já que aparecessem muitas espécies novas, principalmente de insectos. À medida que ele se expande, o número de espécies animais e vegetais irá aumentar de forma dramática. A título de comparação, considerem o Smoky Mountains National Park, nos Estados Unidos, onde um esforço semelhante, trouxe à luz cerca de 18.000 espécies.

Devemos aprender o máximo que pudermos sobre essas criaturas menores que eu gosto de chamar de "as pequenas coisas que governam o mundo”. Os elefantes, os leões e os outros mamíferos, obviamente desempenham um papel vital na ecologia da Gorongosa, mas eles vivem em cima de um plataforma viva de outros seres, plantas e animais, geralmente negligenciados. Eu acredito fortemente que devemos estender o termo "fauna bravia" para abranger todos os animais, grandes e pequenos, que compõem os ecossistemas.

Há tanta coisa a aprender para os cientistas e os naturalistas amadores no Parque Nacional da Gorongosa em termos de ecologia, fisiologia, e outros aspectos da biologia e do ambiente físico do parque também. Este é um local ideal para ser pioneiro do conceito de parques naturais em todo o mundo como centros de investigação e educação. O centro será um trunfo não apenas para os visitantes, mas cada vez mais ao longo do tempo, de grande valor para o povo de Moçambique. Tenho muito orgulho de ser uma parte deste processo, e felicito aqueles que criaram o centro e agora estão prontos para fazer dele um exemplo para o resto do mundo replicar.

Por E.O. Wilson
Quinta-feira 27 de Março de 2014
Inauguração do Laboratório de Biodiversidade Edward O. Wilson
(Fim de transcrição
NOTA FINAL
O Grupo de Amigos da Gorongosa confratula-se por mais este importante investimento no PNG e felicita os seus obreiros!

                                                    


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

10 - ALMOÇO-CONVÍVIO DO 8º ANIVERSÁRIO DO GAG



ALMOÇO-CONVÍVIO COMEMORATIVO
 DO 8º ANIVERSÁRIO DO
 GRUPO DE AMIGOS DA GORONGOSA

Teve lugar, no passado dia 15, em Coimbra, o almoço-convívio comemorativo do 8º aniversário do Grupo de Amigos da Gorongosa - GAG, evento este que decorreu no Hotel D. Luís, situado na encosta da margem esquerda do rio Mondego fronteira à bela cidade do conhecimento!

Este almoço, que habitualmente vem sendo realizado em Lisboa, ocorreu este ano em Coimbra para nos termos associado a outras duas cerimónias que ali decorreram na mesma altura, relacionadas com a Gorongosa, tal como informamos no Post 8  , nomeadamente:

 - Cerimónia de assinatura de um protocolo  de cooperação entre o Parque Nacional da Gorongosa e a Universidade de Coimbra. 

Ver no cartaz em baixo o programa do "GorongosaOpen Day" que a UC dedicou ao PNG-

  -  Exposição "Missão Gorongosa - Uma História com Futuro", patrocinada pelo grupo Sonae e a decorrer até 28 do corrente mês no Coimbra Shopping"





Tal como previsto, este almoço bateu o record de presenças em relação aos anteriores, tendo  reunido 150 pessoas idas dos mais diversos pontos do país, destacando-se entre elas os representantes do PNG, Greg Carr (o filantropo americano que fez renascer o Parque a partir de 2004), Vasco Galante, director de comunicação e o cientista em fauna bravia Marc Stalmans. De destacar também os convidados do PNG: Drª Judite Justino, Encarregada de Negócios da Embaixada de Moçambique em Portugal; Drª Filomena Malalane, directora da mesma Embaixada; Professor Doutor João Gabriel Silva, Reitor da UC e esposa  Professora Doutora Adelaide Chichorro; Dr. Paulo Azevedo e esposa Drª Nicole Azevedo, do grupo Sonae; Professora Doutora Helena Freitas, Vice-Reitora da UC; Drª Catarina Pestana, do grupo Visabeira; Catarina Furtado, da RTP e marido João Reis, actor e Cândida Pinto, jornalista da SIC e particular amiga do Parque e do GAG de que faz parte desde 2012.

Destacamos ainda a presença, como convidado especial do GAG, do consagrado radialista José Candeias, da Antena 1, que faz parte do Grupo desde 2013 e que muito nos tem apoiado na divulgação do PNG através de entrevistas e informações incluídas no seu apreciado programa das madrugadas desta estação de rádio.

A maioria destas personalidades, juntamente com a representante do Núcleo Coordenador do GAG, Graça Moreira, fizeram parte  da Mesa de Honra, que este ano foi decorada com um bonito cartaz com duas faces, tendo numa a  foto de um Leão, símbolo da Gorongosa e na outra uma bela composição (da autoria do nosso colega do NC Fernando Gil), constituída pelo mapa de Moçambique, um trecho do poeta Rui Knopfli em que enaltece os sentimentos de quem nasceu e viveu em Moçambique e ainda uma pomba branca, símbolo da Paz. 

As restantes 16 mesas foram igualmente decoradas com idêntico cartaz, mas cada uma com fotos de animais diferentes, todos eles de espécies do PNG: Elefante, Búfalo, Hipopótamo, Impala, Elande, Zebra, Boi-Cavalo,  Palapala, Cudo,  Inhala, Inhacoso, Gondonga, Leopardo, Imbabala, Chango e Oribi.

Destacamos ainda a presença, como convidado especial do GAG, do consagrado radialista José Candeias, da Antena 1, que faz parte do Grupo desde 2013 e que muito nos tem apoiado na divulgação do PNG através de entrevistas e informações incluídas no seu apreciado programa das madrugadas desta estação de rádio.

De salientar que cerca de cinquenta por cento dos presentes neste almoço vieram pela primeira vez aos nossos eventos anuais. São, assim, novos aderentes ao GAG, engrossando as suas fileiras para mais de três centenas de membros.

O programa do almoço foi cumprido conforme fora anunciado, apenas com uma pequena nuance que foi a introdução de mais uma oradora, no caso a Drª Catarina Pestana, directora de turismo e markting do Grupo Visabeira.
Decorreu em ambiente de franca camaradagem e muita alegria. O tema preferido das conversas foi, naturalmente, Moçambique, a Gorongosa e a conservação da fauna bravia.

A parte das intervenções, moderada exemplarmente pelo nosso colega do NC José Canelas, iniciou com a intervenção  do filantropo Greg Carr, que antecipou a sua saída devido a ter que regressar ao seu país no fim da tarde desse dia. Expressou-se em português e também em inglês, começando por agradecer a todos  a sua presença e felicitou o GAG pela organização do almoço naquela bonita cidade. Fez uma breve retrospectiva do projecto de restauração da Gorongosa, por si iniciado em 2004, dos progressos já conseguidos e disse que acredita poder atingir os seus objectivos  que é tornar o Parque no melhor de África, tal como já foi no passado. Terminou dando vivas  a Moçambique e à Gorongosa, e no final foi cumprimentar a representante da Embaixada de Moçambique, um gesto que foi muito aplaudido: Despediu-se depois de todos com um "Até breve"! 

O segundo orador foi o representante do Núcleo Coordenador do GAG, Celestino Gonçalves, que teve por missão dar a conhecer aos presentes o que é e como foi constituído o GAG , as razões que  motivaram os fundadores a criar este grupo em 2007; explicou o que é a Gorongosa, como  a viveu quando lá trabalhou e como reagiu durante as visitas que lá fez em 2000 e em 2006; explicou o perfil do caçador-guia (alguns estiveram presentes e outros enviaram mensagens), e desmistificou a ideia errada de quem ignora a sua verdadeira  missão de conservadores da fauna; apelou a que todos participem na divulgação do Parque, referindo  que é património mundial e como tal temos o dever de o proteger; agradeceu ao Dr. António Maló (presente) a sua amizade pelo Parque e referiu como exemplo o seu projecto de apoiar a reconstrução da Casa dos Leões e dotar o Parque de uma biblioteca com cerca de 15.000  livros; agradeceu aos colegas do Núcleo Coordenador o excelente esforço de equipa na organização do almoço e apresentou-os um a um; salientou e agradeceu a acção de Vasco Galante como fundamental na criação do GAG e na organização dos eventos anuais. Por fim, agradeceu a presença de todos.

Seguiu-se no uso da palavra o Dr.Vasco Galante, que começou por agradecer a presença dos  convidados do PNG e do GAG, referindo não só aos que fizeram parte da Mesa de Honra como os que ficam noutras mesas, como foi o caso da jornalista da SIC Cândida Pinto e o radialista da Antena1 José Candeias.  Abordou depois a importância do projecto de restauração da Gorongosa, salientando os progressos alcançados quer na recuperação da vida animal, que é notória actualmente e tende em melhorar, quer na vida das populações que vêm a ser integradas e assistidas nos seus mais variados aspectos sociais e culturais. Enalteceu também o espírito de equipa dentro do NC, de que faz parte,  congratulando-se e felicitando os seus colegas pelo sucesso da organização do almoço. Agradeceu depois a todos os presentes de quem recebeu uma vigorosa salva de palmas. 

O Reitor da UC falou em seguida, referindo-se especialmente
 ao acordo que assinou com o PNG e salientou o interesse de ambas as partes em prosseguir o mesmo, e até alargá-lo a novas áreas da investigação não contempladas nesta fase. Disse ainda da sua satisfação pessoal por poder colaborar com Moçambique na restauração e desenvolvimento da Gorongosa onde há grande diversidade  de vida animal e vegetal exuberante e com muitos componentes ainda por estudar e classificar. 

Numa breve intervenção, a Drª Catarina Pestana, deu conta do grande interesse do grupo Visabeira no desenvolvimento da Gorongosa, onde  investiu justamente porque acredita no futuro do turismo em Moçambique, uma área em que o grupo tem vindo a apostar significativamente.

Por último falou a representante da Embaixada de Moçambique em Portugal, Drª Judite Justino, que centrou o seu discurso  na atenção que o governo do seu país dá  à integração das populações nos projectos de desenvolvimento, tal como o da Gorongosa, citando-o como exemplar. Agradeceu o convite e congratulou-se por estar presente entre amigos de Moçambique e da Gorongosa. 
Foi muito aplaudida.

A parte final do programa foi preenchida com a exibição, em ante-estreia, do filme-comentário " A Aventura da Catarina na Gorongosa". A protagonista fez a prévia apresentação do filme, descrevendo as actividades realizadas  no Parque durante as filmagens. Recordou as fortes emoções que viveu a quando da aproximação aos animais de maior porte e dos leões,  mas também junto das crianças que lhe proporcionaram belos momentos de ternura e de carinho que jamais poderá esquecer.

A estreia do filme, a nível nacional, está marcada para dia 23 (próximo domingo) na RTP1, às 21h15, conforme comunicado desta estação de TV já divulgado no Post 9.

- Para Ver o "Trailer" do filme clicar na foto seguinte:
                               
A aventura de Catarina na Gorongosa
  

- Para ver o vídeo do Almoço clicar AQUI
   Entretanto, quem desejar adquirir o respectivo
   CD  pode fazê-lo através deste Link:
    http://www.macua1.org/temp/8conviviogag.html

- Para ver os álbuns de fotos do almoço,
das cerimónias da UC e da Exposição
do Coimbra Shopping,   clicar  AQUI

- Para ouvir a entrevista de José Canelas
à Antena 1, clicar  AQUI


SAUDAÇÕES GORONGOSIANAS!

Celestino Gonçalves
(Membro do NC do GAG)



ALGUMAS FOTOS DO EVENTO




Lista da Mesa de Honra



Face do cartaz da Mesa de Honra




Contra-face de todos os cartazes de Mesa




A brigada da manhã para organizar (Viviana, Rui, Graça, Celestino e Lurdes)



A brigada aumentada com  José Canelas  Mizé Santos




Mesa 7 - Cândida Pinto, uma das convidadas do PNG,  à direita





 Catarina Furtado e Greg Carr na Mesa de Honra




Pose na Mesa 4


Mesa 1. José Candeias, convidado do GAG,  em primeiro plano


O simpático casal Luis e Ana Maria Sá Melo


Aspecto parcial dos almoço


Mesa 4 com Paulo Batista em primeiro plano



Casal Hugo Seia em primeiro plano e casal Sá Melo em segundo 




Celestino troca impressões com a simpática Drª Filomena Malalane


José Canelas, membro do NC do GAG. Apresentou o programa e moderou as intervenções



Greg Carr discursando



Celestino Gonçalves lendo o seu discurso



Vasco Galante no uso da palavra




Reitor da UC discursando



Drª Catarina Pestana proferindo o seu breve discurso



Drª Judite Justino, Encarregada de Negócios da Embaixada de Moçambique, no uso da palavra




Catarina Furtado na apresentação do seu filme




Outra fase da apresentação revelando  o entusiasmo entusiasmo da protagonista do filme




Um trio de simpatia - Drª Nicole Azevedo, Graça Moreira e Drª Helena Freitas


Quatro históricos do PNG: Manuel Romão, António Mendes, Luís Fernandes e Zilda Fernandes




Os campeões da simpatia: Catarina Furtado e José Canelas




VER ÁLBUM  MAIS ABRANGENTE  AQUI